Aprendizagem em Cursos de EaD, suas Abordagens e as TIC’s
Inicialmente oferecida a alunos impossibilitados de freqüentar um curso regular e com o uso das TIC, a EaD dissemina-se favorecendo a democratização do acesso a educação.
Apesar do uso das TIC por si só não representar práticas mais inovadoras e mudança nas concepções de aprendizagem, interfere no ensino. Nesse sentido, Peraya (2002) diz que a utilização das TIC como suporte na EaD não constitui em si uma revolução metodológica, mas reconfigura o campo do possível. Podemos compreender então, que a tecnologia cria novas possibilidades de aprendizagem por meio da exploração das características inerentes às ferramentas empregadas.
A chegada das TIC reavivou práticas de EaD por causa da flexibilidade do tempo, da quebra de barreiras espaços-temporais, o que permitiu o aproveitamento do potencial de interatividade e produção de conhecimento. Por exemplo, como aluna posso estudar mesmo morando a mais de cinqüenta quilômetros da escola e fazendo o horário segundo minhas próprias necessidades.
As abordagens de EaD por meio das TIC foram classificadas em três categorias, por Prado e Valente (2002):
- Broadcast: Entrega da informação ao aluno;
- Virtualização da sala de aula: Transfere para o meio virtual o mesmo modelo de uma aula presencial;
-Estar junto Virtual: Aprendizagem assistida por computador que aproxima o emissor do receptor.
A interação de diferentes tecnologias e metodologias chama-se “blended learning”. Esta metodologia alterna abordagens e diversifica meios e recursos tais como: hipertextos, videoconferências, teleconferências, materiais impressos, vídeos e outros.
EaD não é uma solução paliativa para atender alunos distantes geograficamente, pois hoje é, cada vez mais, uma necessidade porque oferece aos alunos uma diversificação de oportunidades que garante uma educação continuada e de qualidade.
Atuar na EaD inclui expressar pensamentos (Prado; Valente. 2002) tomar decisões, dialogar, trocar informações e experiências e produzir conhecimento.
A EaD envolve, devido à característica das TIC, de “fazer, rever e refazer”, um olhar cuidadoso do professor e do aluno para perceber como evoluiu o processo de aprendizagem, o caminho percorrido, e intervir quando necessário.
Uma das pretensões da EaD é a integração de diferentes tecnologias, uma interação que permita ao aluno representar (Almeida M. E, 2003) as próprias idéias e participar de um processo construtivo.
Hoje se pode dizer que a linearidade textual dá lugar ao hipertexto. O aluno de EaD passa então a mergulhar e navegar no texto em qualquer sentido, fazendo com que esse aluno tenha um maior controle de seu processo de formação, pois ele escolhe o caminho, o rumo e o que deseja conhecer. Às vezes começamos, nós alunos, a ler um texto sobre um determinado assunto, mas através dos links podemos ampliar nosso conhecimento, trilhando a rota que melhor esclarecer-nos as dúvidas.
A EaD em conjunto com as TIC, nos apresentam e até nos impõem, como futuros educadores, um novo modelo de educação, onde é exigida a inclusão digital dos alunos.
Ao caracterizar a EaD e suas abordagens, com o uso das TIC, vemos que ela – a EaD - veio, não para substituir as formas tradicionais de ensino em sala de aula, mas sim para ampliar e complementar a construção do conhecimento e quem sabe trazer ainda mais mudanças positivas para o futuro da educação.
Maria Arzelina Benites Moreira

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