24 de nov. de 2011

DIA DA CONSCIÊNCIA NEGRA

DIA DA CONSCIÊNCIA NEGRA: PELA CONSCIÊNCIA E PELA PAZ


Por Luciane Leites Rocha


Nesta época em que todos se lembram do “Zumbi dos Palmares”, que morreu no dia 20 de novembro, data eternizada na memória de todos os brasileiros, pois é o Dia da Consciência Negra, as escolas ficam homenageando os negros e relembrando da contribuição destes para a cultura de nosso país. Lembrei então do que amigos chegados me contaram sobre o Quilombo Morro Alto, local que ainda pretendo conhecer e que fica a apenas duas horas de viagem de Porto Alegre.


Os descendentes de escravos que lá vivem usam um sistema de dividir as terras por famílias e entre os espaços familiares não existe separação por cercas, pois cada um conhece o seu espaço e respeita o espaço do outro. Que belo exemplo a ser seguido!


Cada família quilombola tem suas criações de galinhas, ou patos, porcos, colméias de abelhas. Cultivam verduras como couve, temperos verdes, espinafre. Plantam cebola, cana-de-açucar, maracujá e até têm eucaliptos em volta do quilombo. Fazem uso exclusivamente doméstico destas culturas.


No quilombo eles não plantam nada com interesse comercial, pois praticam o sistema de trocas. Quando matam um porco, por exemplo, trocam pedaços de carne ou porções de banha por outros produtos. Às vezes ficam com uma espécie de “vale” para usar numa troca futura.

E a educação é parte importante na vida das pessoas do quilombo. Lá existe uma escola de curso fundamental para as crianças e tem gente falando até francês graças a intercâmbios que acontecem devido à mobilizações de ONGs e associações de quilombolas.

Acho que paz na educação se constrói assim, com união e respeito, entrelaçando culturas, cultivando tradições, relembrando as raízes, assim como os quilombolas fazem muito bem. Que todos nós possamos lembrar nossas raízes não apenas no Dia da Consciência Negra, mas sempre. Que todos, brancos, negros, vermelhos e amarelos possamos e queiramos viver em paz uns com os outros e que a educação possa sempre contribuir para isso.

23 de nov. de 2011

Inclusão Escolar

INCLUSÃO ESCOLAR

Sirlei Colares Bauer

RESUMO

O processo de inclusão da criança na instituição escolar é um momento de mudança e renovação na vida da criança, do professor e da família, que precisam entender a importância de cada membro envolvido, fazendo-se necessário que se definam suas funções para que esta fase não cause polemica nem traumas no ambiente escolar.

Palavra-chave: Inclusão, Criança, Família e Escola.

1 INTRODUÇÃO

Este paper tem por finalidade apresentar pesquisas, análises e estudos referentes “a inclusão escolar”, bem como apontar os fatores que dificultam este processo no ambiente escolar. Para Maselli e Di Pasquale (1997), a questão da inclusão volta-se não apenas para quem apresenta dificuldades mas apresenta-se no encontro daquele que é considerado “normal” com quem está com dificuldade já que a inclusão é um processo aberto que reconhece as identidades e conhecimentos.A educação especial foi, ao longo da história, evoluindo e passando por diversas situações que levaram de abandono e segregação à busca por direitos e igualdade. Nos dias atuais, apesar de muitos avanços a inclusão ainda não se dá de forma concreta (que muitas vezes são desencadeados pelos mais diversos fatores).Imaginar que o sucesso de um processo de inclusão se resume em ter um aluno com necessidade especial em uma turma dita regular é banalizar uma situação que não termina em si mesma. Os educandos com necessidades educacionais especiais apresentam como os demais alunos vontade e direito de aprender em um ambiente adequado e livre de preconceitos. Assim fica a cargo da escola trabalhar primeiro com as famílias sobre a importância da inclusão e de como eles devem agir para ajudar os filhos a superarem preconceitos que muitas vezes é mais difícil para a família do que para a própria criança, tanto do aluno com necessidades especiais como o aluno “normal”.

Objetivo geral

Analisar as ocorrências do processo de inclusão e quais os fatores que dificultam a inclusão das crianças com necessidades educacionais especiais no cotidiano escolar.

2 DESENVOLVIMETO

O processo de inclusão escolar é de suma importância para a criança e deve merecer toda a atenção da comunidade escolar por ser uma fase delicada que envolve principalmente a rede de relações entre criança, família, escola.

Segundo Carvalho (2000): O trabalho com e na diversidade vai na direção dos quatro pilares para educação do século XXI propostos pela UNESCO: aprender a aprender, aprender a fazer, aprender a ser a aprender junto.

É uma proposta ampla na qual a escola precisa pensar em uma educação para todos, sempre procurando respostas e alternativas que sejam adequadas às necessidades de cada aluno já que não é apenas um aluno com deficiência que demanda muitas vezes uma atenção especial, é preciso mobilizar a comunidade escolar em geral buscando criar uma parceria de serviços e recursos, baseados no trabalho cooperativo.

Assim o fator principal do processo de inclusão deixa de ser a problemática individual de cada aluno e sim as estratégias e metodologias de trabalho, bem como os recursos e os suportes oferecidos para suprir as necessidades dos educando. Como se prevê na Declaração de Salamanca que foi o resultado de uma conferencia mundial sobre educação especial promovida pela UNESCO em 1994 a inclusão escolar vem para romper com o paradigma educacional existente propondo a adoção de Linha de Ação em Educação Especial, onde entre essas ações propostas no documento, o principio 47 afirma que a provisão de serviços de apoio é fundamental para o sucesso das políticas educacionais inclusivas. Esse suporte é focado diretamente nos alunos, buscando subsidiar o trabalho do professor da classe regular através das salas multifuncionais.

O Brasil, em suas políticas públicas educacionais, tem procurado privilegiar os processos de inclusão escolar, buscando garantir o acesso dos alunos ao ensino regular. A Constituição Federal de 1988 universaliza o ensino, garantindo educação para todos. A LDB de 1996 e mais recentemente, a resolução 02/2001 do CNE/CEB, privilegiam o ensino comum como o espaço para o ingresso e atendimento dos alunos com necessidades educacionais especiais.

Nesta visão há uma inversão da lógica vigente por muitos tempos, onde ao invés de serem excluídas as crianças com necessidades especiais passam a terem direitos iguais aos demais membros da sociedade, assim, cabe as escolas procurarem a forma mais adequada de incluí-las, dando ênfase nas abordagens pedagógicas ao invés das abordagens clinicas que por longo período caracterizaram o atendimento da educação especial. .

Ao se pensar nas ações que a escola vai propor para atender as necessidades que quaisquer alunos possam vir a ter (com ou sem deficiência), é importante concentrar-se nos recursos educacionais adequados para atender a esse público. Isso muitas vezes leva a reflexão sobre os objetivos, o currículo, a avaliação e a metodologia de trabalho empregado e principalmente na formação de professores capacitados.

Para muitos professores é muito difícil o fato de ter que trabalhar com aluno incluído devido à falta de formação ou mesmo de suporte tanto por parte da família como da escola ou mesmo da rede escolar em que está inserido.

Partindo deste pressuposto, a rede municipal de educação deparou-se com a necessidade da criação das salas multifuncionais, onde uma equipe multidisciplinar composta de psicopedagoga, psicólogas, fonoaudiólogas, e neurologista que atendem aos educandos com necessidades especiais, as famílias e ainda prestam suporte ao trabalho do professor de sala de aula, através de visitas e reuniões.

Os alunos são atendidos em turno oposto ao de sua aula regular e varia a freqüência que a criança deve ocupar este espaço conforme a sua necessidade.(duas ou mais vezes por semana). Essas salas estão localizadas em escolas pólos que muitas vezes não é a do aluno, mas que na medida do possível fica de fácil acesso a todos os alunos que necessitam deste suporte. Assim, a sala multifuncional constitui-se num espaço de trabalho pedagógico especialmente planejado para a investigação e atendimento de alunos no ensino regular que apresentam necessidades educacionais especiais e busca contribuir para sua integração de forma adequada ao ambiente regular de ensino.

Fica possibilitado, nessa maneira de trabalho, o esclarecimento de dúvidas, pois, serão plantadas sementes nessas visitas e reuniões para o estabelecimento de uma relação de confiança, afetividade e amizade entre a escola regular, a família e a equipe da sala multifuncional. Assim cabe à família confiar no trabalho da escola, do professor e demais profissionais que atendem seu filho, para que desta interação resulta a construção de laços saudáveis, aptos a uma troca de vivências que enriquece a aprendizagem da criança no meio escolar e possibilita seu pleno desenvolvimento.

Considerações finais

Marcado por encontros e desencontros, o processo de inclusão escolar é um momento muito importante e rico que sofreu vários avanços ao longo dos tempos. É o momento em que a criança com necessidades especiais e os seus familiares passam a criar com a escola vínculos afetivos destinadas a favorecer a construção de um mundo social mais amplo em que estejam presentes duas conquistas fundamentais: independência, autonomia e aprendizagens significativas.


Nesse contexto, a escola aparece como a mediadora principal da inclusão destes indivíduos antes excluídos à vida escolar e social. Sabendo que o papel do educador está centrado na construção do elo entre as crianças e o desconhecido, caberá a ele conduzir o processo de inclusão com clareza de idéias, com embasamento em propostas pedagógicas pertinentes e adequadas às necessidades de cada membro envolvido, onde seus conhecimentos serão postos à prova dia a dia, para construir um ambiente propicio com clima amistoso que permita à criança a aquisição de autonomia e segurança em suas habilidades cognitivas, motoras, afetivas e sociais.

De acordo com Belisário (2005), para que as escolas sejam verdadeiramente inclusivas, ou seja, abertas à diversidade, há que se romper com paradigmas que vão desde a maneira de se pensar e de fazer educação, onde entre tantas inovações a inclusão implica na fusão do ensino regular com o especial.


Com certeza, as escolas têm uma missão crucial neste processo inclusivo, pois deve, a cada novo aluno ( com ou sem necessidades especiais), redimensionar suas práticas, a fim de bem atender a ele e a sua família. Muitas vezes torna-se complicado para o educador lidar com toda a carga emocional existente nesse tipo de situação. Por outro lado, é fundamental que ele possa oferecer um ambiente emocional adequado para ocorrer à inclusão, preparando o grupo, a sala de aula e a si mesmo para a entrada de um aluno com necessidades educacionais especiais.

Entendo que a inclusão é um assunto muito complicado tanto para os pais, como para as crianças e de certa forma para os professores. As escolas devem estar preparadas para atender da melhor forma possível essa clientela, já que não deverá em hipótese alguma promover qualquer situação que possa provocar, tanto no aluno com na família, a sensação de exclusão ou abandono. Quando a criança entra pela primeira vez no ambiente escolar regular observa-se que é diferente da antiga maneira de atendimento à educação especial, pois esta atitude resultará em danos à criança e ao processo de inclusão, uma vez que toda situação nova, tanto para as crianças como para os adultos resulta numa posição desconfortável, tirando o indivíduo da sua zona de conforto. Enfrentar o desconhecido é sempre uma condição estressante independente da idade.


REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

MASELLI, Marina; DI PASQUALE, Giovana. A integração escolar dos alunos portadores de deficiência. Na Itália. In: Silva, L. H.; AZEVEDO, J. C.; SANTOS, E (Org.). Identidade social e a construção do conhecimento. Porto Alegre: SMED, 1997. P. 282-306.

ELDER CARVALHO, Rosita A nova LDB e a educação especial. 2 ed. Rio de Janeiro: Ed. WVA, 2000.

BRASIL. Lei de diretrizes e bases da educação: lei 9.394 de 20 e dez. de 1996. São Paulo: Ed. Esplanada, 1998.

CONSELHO NACIONAL DE EDUCAÇÃO. Câmara de Educação Básica. Resolução n.2, de 11 de set. de 2001. Institui diretrizes nacionais para a educação especial na educação básica. Diário Oficial da União, Brasília, n. 177, 14 de set. de 2001, p.39-41.

UNESCO. Declaração de Salamanca: sobre princípios, políticas e práticas em educação especial. Disponível em: http://www.regra.net/educação. Acesso em 11 de abril de 2011.

BELISÁRIO, J. Ensaios Pedagógicos. Construindo Escolas Inclusivas. Brasília: MEC, SEESP, 2005.

COLL, C. MARCHESI, A.; PALACIOS, J. Desenvolvimento Psicológico e Educação: Necessidades Educativas Especiais e Aprendizagem Escolar. Porto Alegre: ARTES MÉDICAS, 1995.

EIZIRIK, Marisa F. Educação e construção de mundos: por onde passa a inclusão na escola regular? In. Projetos – Revista de Educação: inclusão. Porto Alegre: Editora Projeto, ano V, n.7, out./2003.

Gestão Participativa

Gestão participativa

Por Luciane leites Rocha

A gestão escolar envolve todos os segmentos e ações da escola desde a entrada (portaria), passando por cada setor e sua organização, e também sobre as decisões a serem tomadas, fazendo dos sujeitos envolvidos na educação, responsáveis no processo de uma aprendizagem adequado, formando verdadeiramente cidadãos críticos e conscientes de seus direitos e deveres.

“Trata-se, portanto, das medidas que vêm sendo tomadas com a finalidade de promover a partilha do poder entre dirigentes, professores, pais, funcionários, e de facilitar a participação de todos os envolvidos nas tomadas de decisões relativas ao exercício das funções da escola com vistas à realização de suas finalidades.” (Paro, 2007, p.1)

Algumas escolas estão conscientes de que para que ocorra a democratização da escola é preciso dar voz aos indivíduos, promovendo propostas de forma coletiva, então partem em busca da participação de pais, alunos e comunidade, na tentativa de organizar reuniões em que todos participem e exponham suas idéias, para que juntos encontrem os meios necessários para a boa realização de suas atribuições.

Neste processo devem ser ouvidos cada segmento da escola, sendo necessário a participação de funcionários, que são os gestores de suas atribuições em seus determinados setores, e também são responsáveis pela educação dos alunos.

Segundo o antigo PPP da escola, “Todos os setores se compõem, atuam de forma articulada e dinâmica, visando atingir um objetivo comum, que é atender as necessidades básicas de seu corpo discente.”. A articulação e dinamismo não são sinônimos de democracia, precisa haver a participação dos funcionários no planejamento das ações e sua execução, possibilitando o envolvimento de todos neste processo que também compõem o trabalho pedagógico. “Atender as necessidades básicas dos alunos” parece pouco, quando se trata da formação de indivíduos, mas levamos em conta que este PPP foi elaborado em 2001, em outra gestão. Esta sendo elaborado um novo documento, que conforme professores, deve ser mais democrático, visto a participação de pais e comunidade, o que não ocorreu durante a elaboração do antigo, possibilitando a melhor percepção da realidade do entorno escolar e suas necessidades.

Atrair a comunidade é tarefa difícil na maioria das escolas, ocorre com mais frequencia quando em ocasião de festas, por isto a escola parceira se utiliza de estratégias para que haja esta participação, se aproveita de eventos como a entrega de boletins para realizar reuniões para esclarecer sobre a importância da participação dos familiares na vida escolar dos educandos, e na tomada de decisões sobre a escola, foi o que ocorreu em uma das reuniões para elaboração do PPP, de forma dinâmica e criativa incentivou a participação de todos, criando cartazes com os dizeres “A escola que temos” e “A escola que queremos” a partir daí, surgiram várias observações relevantes, onde todos sugeriram e tomaram decisões, independente do nível escolar dos sujeitos, pois todos buscam melhorar a situação da escola, este é o início de um processo democrático.

“Uma terceira questão refere-se ao constrangimento que muitos pais das camadas menos favorecidas sentem em lidar com pessoas com nível escolar superior ao seu, o que as coloca em desvantagem nas discussões do conselho de escola e outras. Isso requer iniciativas que possibilitem conscientizar os educadores escolares a respeito da importância de uma melhor acolhida e compreensão dos pais ou responsáveis que concorram para minimizar esse constrangimento.” (Paro, 2007, p. 9)

Criando situações onde os sujeitos se sintam a vontade para expor suas dúvidas e anseios, e possam decidir sobre as ações relevantes, são passos importantes para a criação de uma escola de qualidade que tem como objetivo preparar os educandos para a vida, propiciando seu desenvolvimento com práticas democráticas e respeito aos direitos dos cidadãos.

Referência:

Gestão Democrática na Escola: relações entre prática educacional e estrutura escolar – Vitor Paro.

5 de nov. de 2011

Inclusão

Educação Especial Inclusão

Por Sirlei Colares Bauer

O presente artigo refere-se á redefinição do papel da educação especial com finalidade de promover uma reflexão sobre o caráter paralelo que está e sempre apresentou em relação á educação regular. Baseada na premissa da “Educação para todos”, de onde advêm idéias acerca da necessidade de trabalhar a educação em prol da adversidade e da verdadeira integração entre todos os indivíduos. Acredito que através dessa reflexão, possamos esclarecer em quais momentos a educação especial, na medida em que constitui uma área de produção de conhecimentos especializados, deve participar do processo de inclusão. Tal participação será considerada principalmente, para efeitos deste artigo, no tocante ao que considero primordial que é a capacitação dos docentes.

Desta maneira, pretendo que o artigo contribua para a discussão do processo de inclusão regular e especial, e com necessidades educacionais especiais na rede regular de ensino. Preocupações a respeito do nível de capacitação dos profissionais da educação regular e especial, e a falta de investimento nesta área.

Trabalhar com crianças com necessidades especiais sempre demonstrou ser um grande desafio para os profissionais da área da educação. Ao longo da história pareceu ser mais fácil ignorar sua existência e delegar a responsabilidade àqueles “piedosos”, grupos de educadores que, “especiais” se lançavam ao desafio. Com o passar dos anos, de certa forma, a sociedade tomou consciência do papel das pessoas com deficiência e com necessidades especiais, de suas condições de acesso a todo e qualquer lugar, a uma representação consciente e cidadã e com possuidores de direitos e deveres, como indivíduos pertencentes a uma sociedade democrática.

Como não poderia deixar de ser, a educação também se encontra presente nestas mudanças, seu papel de facilitador do acesso aos códigos da sociedade, referentes aos mecanismos de comunicação e expressão, ao código de leitura e escrita propriamente dito e do acesso ao conhecimento, foi respaldado no processo de inclusão que urge nas escolas. O processo de inclusão, basicamente, propõe que todos os indivíduos devam interagir em todas as situações, beneficiando-se do mesmo momento de aprendizagem, mas respeitando-se as necessidades e particularidades.

Incluir é trocar, entender, respeitar, valorizar, lutar contra a exclusão, transpor barreiras que a sociedade criou para os indivíduos.

É oferecer o desenvolvimento da autonomia, através da elaboração de juízos de valor, de modo a poder decidir, por si mesmo, como agir nas diferentes circunstâncias da vida.

A formação de educadores numa idéia prospectiva, deve firmar-se numa transformação: a passagem de uma atenção centrada numa pequena percentagem de crianças consideradas como tendo dificuldade de aprendizagem para uma atenção que engloba todas as crianças. Os educadores devem concentrar seus esforços na melhoria da forma como enfrentam a diversidade, cuja educação deve, objetivar e ajudar todas as crianças a terem sucesso na escola ( na sociedade), incluindo as que têm de ultrapssar deficiências ou dificuldades especificas.

29 de out. de 2011

LIBRAS

Sistema da Língua de Sinais

Rosane Lenzzi

O presente artigo trata da definição de LIBRAS, sendo apresentado como uma língua detentora da Cultura Surda, pois esta é a base para a formação, das pessoas surdas e das pessoas que atuam no contexto educacional. Portanto, a importância da língua de sinais, envolve a comunicação entre pessoas surdas e seu mediador de comunicação.

Palavras-Chave: Língua. Cultura. Tradução.

1. INTRODUÇÃO:

LIBRAS, é uma Língua da Cultura Surda que serve como base no contexto educacional e a identidade da pessoa surda usuária desta língua. Neste sentido, o professor de LIBRAS deva ter o domínio da Língua Portuguesa e da Língua Brasileira de Sinais, bem como, ter conhecimento da cultura ouvinte e da Cultura Surda.

2. DESENVOLVIMENTO

Assim, objetivamos discutir a importância da língua de sinais, LIBRAS refletir sobre as questões culturais que envolvem a comunicação entre pessoas surdas e seu mediador de comunicação. Essa língua é um sistema de signos compartilhado por uma comunidade linguística comum, ou seja, por meio da qual é possível interagir com a pessoa surda no território brasileiro com a LIBRAS, que todos conhecem os sinalizantes-visuais desta língua. A Língua Brasileira de Sinais é uma característica primordial para definir uma Cultura Surda no país, assim, comunidades surdas que tem usuários da LIBRAS, que são pertencentes a Cultura Surda do Brasil e ao povo Surdo brasileiro.

3- CONCLUSÃO

Deste modo, para aprender uma língua, é necessário entender sobre a cultura do povo falante desta língua. No caso do professor de LIBRAS, se faz necessário ter o domínio da Língua Portuguesa e da Língua Brasileira de Sinais, e ter conhecimento da cultura ouvinte e da Cultura Surda.

Referências:

- A criança Surda: Linguagem e Cognição numa perspectiva sócio-interacionista.São Paulo: Plexus, 2001. p. 39.

- Educação de Surdos: a caminho do bilingüismo. Niterói: EduFF, 1999. p. 48.