Educação Especial Inclusão
Por Sirlei Colares Bauer
O presente artigo refere-se á redefinição do papel da educação especial com finalidade de promover uma reflexão sobre o caráter paralelo que está e sempre apresentou em relação á educação regular. Baseada na premissa da “Educação para todos”, de onde advêm idéias acerca da necessidade de trabalhar a educação em prol da adversidade e da verdadeira integração entre todos os indivíduos. Acredito que através dessa reflexão, possamos esclarecer em quais momentos a educação especial, na medida em que constitui uma área de produção de conhecimentos especializados, deve participar do processo de inclusão. Tal participação será considerada principalmente, para efeitos deste artigo, no tocante ao que considero primordial que é a capacitação dos docentes.
Desta maneira, pretendo que o artigo contribua para a discussão do processo de inclusão regular e especial, e com necessidades educacionais especiais na rede regular de ensino. Preocupações a respeito do nível de capacitação dos profissionais da educação regular e especial, e a falta de investimento nesta área.
Trabalhar com crianças com necessidades especiais sempre demonstrou ser um grande desafio para os profissionais da área da educação. Ao longo da história pareceu ser mais fácil ignorar sua existência e delegar a responsabilidade àqueles “piedosos”, grupos de educadores que, “especiais” se lançavam ao desafio. Com o passar dos anos, de certa forma, a sociedade tomou consciência do papel das pessoas com deficiência e com necessidades especiais, de suas condições de acesso a todo e qualquer lugar, a uma representação consciente e cidadã e com possuidores de direitos e deveres, como indivíduos pertencentes a uma sociedade democrática.
Como não poderia deixar de ser, a educação também se encontra presente nestas mudanças, seu papel de facilitador do acesso aos códigos da sociedade, referentes aos mecanismos de comunicação e expressão, ao código de leitura e escrita propriamente dito e do acesso ao conhecimento, foi respaldado no processo de inclusão que urge nas escolas. O processo de inclusão, basicamente, propõe que todos os indivíduos devam interagir em todas as situações, beneficiando-se do mesmo momento de aprendizagem, mas respeitando-se as necessidades e particularidades.
Incluir é trocar, entender, respeitar, valorizar, lutar contra a exclusão, transpor barreiras que a sociedade criou para os indivíduos.
É oferecer o desenvolvimento da autonomia, através da elaboração de juízos de valor, de modo a poder decidir, por si mesmo, como agir nas diferentes circunstâncias da vida.
A formação de educadores numa idéia prospectiva, deve firmar-se numa transformação: a passagem de uma atenção centrada numa pequena percentagem de crianças consideradas como tendo dificuldade de aprendizagem para uma atenção que engloba todas as crianças. Os educadores devem concentrar seus esforços na melhoria da forma como enfrentam a diversidade, cuja educação deve, objetivar e ajudar todas as crianças a terem sucesso na escola ( na sociedade), incluindo as que têm de ultrapssar deficiências ou dificuldades especificas.
