29 de jun. de 2010

Educar para a paz

Educar para paz

Apesar dos avanços científicos e tecnológicos, vivemos cercados pelaviolência, e guerra. Mas não podemos acreditar que não existirá futuro ou quenão somos capazes de superar esta situação de angústia coletiva.

Assim sendo, faz-se necessário a busca de resolução de conflitos deforma criativa e positiva. Para tal, entendemos que os mesmos devem serolhados numa perspectiva de totalidade, percebendo-se os diversos aspectos,relações e inter-relações neles presentes e propondo situações que sejaminclusivas. Essas alternativas de resolução de conflitos devem orientar-se porprincípios de cooperação, solidariedade, igualdade e respeito, com vistas àconstrução de uma nova ética.

A educação tem um papel fundamental nesse processo, possibilitando asensibilização dos educandos para as questões sociais, ambientais erelacionadas a sua realidade local e global, contribuindo para a expansão desua percepção e consciência, criando condições paraque sejam maisautônomos e criativos e com capacidade de gerenciar conflitos, propondoalternativas que incluam essas dimensões, priorizando a vida e a paz, osdireitos humanos e o desenvolvimento sustentável.

Por esta razão é que propomos um trabalho que considera que educarpara a paz significa uma mudança de conteúdos e métodos em todo o âmbitoeducativo, não só na escola, mas para todas as pessoas com a coragem deconstruir um mundo melhor.

Acreditamos numa forma de trabalho horizontal, participativo e lúdico,que propõe conteúdos a partir de uma experiência e uma realidade concretaque todos podemos vivenciar na própria pele e sentir como uma experiênciapessoal e próxima, para desde aí aprofundar nela e analisá-la.

O primeiro desafio é buscar uma comunicação efetiva. Aprender a secomunicar, a utilizar os diferentes canais que se tem e reconhecer os canaisdas demais pessoas, ou seja, aprender tanto a emitir uma mensagem, comorecebê-la num processo ativo e enriquecedor para todos, tudo isso utilizado natomada de decisões, usando como mecanismo o consenso

.O segundo desafio e interminável degrau na nossa escada quepropomos para subir em educação para paz é a resolução de conflitos.Começar de exemplos para aprender a interiorizar valores de distanciamento ecalma nos conflitos. Aprender a analisá-los, tentando vê-los desde o maiornúmero possível de pontos de vista. Estimular a nossa imaginação na busca desoluções construtivas e não-violentas. Não para ficarmos só aí, senão quepouco a pouco vamos entrando nos nossos conflitos e naqueles que nosrodeiam. Não se trata de criar um mundo distante da realidade. Trata-se deaprender a enfrentar os conflitos cotidianos para que se tornem um trampolimde transformação social, de compromisso.

Precisamos trabalhar para encontrar uma coerência e um caminho entrenosso trabalho pessoal e a mudança social. Desde aí e para aí é quetrabalhamos com esta proposta de educar para a paz.

Contribuição da aluna Graziele Lutz Ávila

Construir a paz com o conhecimento

Construir a paz com o conhecimento
A paz só pode ser construída a partir de sujeitos conscientes,que tenham desenvolvido senso crítico para poder discernirem oque é certo do que é errado. Este desenvolvimento se da atravésda alfabetização e do letramento, onde os sujeitos adquirema capacidade de comunicação e de analise, buscando outrosconhecimentos, pois se tornam capazes de encontrar a informaçãofaltante para a resolução de seus problemas.
Paulo Freire acredita que a paz esta intimamente ligada aoprocesso de transformação social, onde se torna possível superara violência, promovendo a igualdade e a justiça, respeitando assimos sujeitos e estimulando a paz. Acredita ainda, no diálogo entreos sujeitos, onde o ser humano é valorizado, sendo oferecido umaeducação libertadora, que o ajude a construir uma sociedade comigualdade e solidariedade.
Sendo assim, o professor é um dos grandes responsáveispela construção da paz, pois é necessário desenvolver a culturade paz ainda na infância, estimulando nas crianças a tolerância, acolaboração e o respeito.
A tarefa do professor é ajudar a formar cidadãos, queconheçam e pratiquem seus direitos e deveres, lutando contraas desigualdades e injustiças, buscando através do diálogo, dacooperação e de atitudes solidárias.
A função da escola é promover uma educação comprometida, em que sejam desenvolvidos nos sujeitos a capacidade de transformar suas realidades através do conhecimento, proporcionando ao aluno o desenvolvimento de sua capacidade deanalisar criticamente todas as informações de forma autônoma eresponsável.
Esta autonomia responsável depende também de valores que devem ser discutidos tanto na escola quanto na família, e queprecisam ser desenvolvidos desde a infância, não apenas ensinandoa se comportarem adequadamente, conforme regras estabelecidas, mas sim, conhecer diferentes valores, analisando-os e escolhendo livremente os que empregarão no seu dia-a-dia.
Desenvolvendo o conhecimento e a capacidade de analisarcriticamente as informações, alicerçadas em valores morais eleitospor cada indivíduo é a forma com que conseguiremos construir a paz.
Contribuição da aluna Catia Azeredo

Palavrinhas Mágicas

Este linck é de uma história sobre as palavras mágicas indicada para alunos do 3º ano do ensino fundamental em diante.

http://www.techs.com.br/meimei/historias/historia14.htm










Contribuição da aluna Simone da Rosa Pizzio

EDUCAÇÃO PARA A PAZ

A importância de trabalharmos os valores

O objetivo deste documento é mostrar a importância do trabalho sobre valoresdentro das escolas para qua possamos propagar a Paz. Isto só é possível através deatividades que envolvam toda a escola e também a comunidade escolar. A escolha destetema foi feita por acreditar que a Educação para a Paz é de fundamental importânciana formação de professores, pois no dia a dia da sala de aula, muitas vezes entramosem conflito com nossos alunos que dizem "não quero fazer, não vou fazer". Outros nãorespeitam os colegas, o que desencadeia os casos de bullyng em sala de aula e na escolatornando as agressões frequentes. Sem levar em conta que isso tudo tem cunho social efamiliar, tendo influência direta sobre estas ações.

Além disso, nossas escolas parceiras utilizam como teórico norteador Paulo Freire,mas não oferecem atividades que interligam escola e realidade. Os livros continuam sendoas únicas fontes para o preparo de aulas desvinculadas dos interesses dos alunos... Há pouco sendo feito contra estes problemas.

Nas escolas parceiras há muitos problemas devido à faltade harmonia entre os alunos. Eles se ofendem o tempo inteiro, sendo necessário umtrabalho para tentar amenizar estas questões. Infelizmente, este trabalho ainda não existesistematicamente, apenas eventualmente.

Em sala de aula, os professores fazem as intervenções que estão ao seu alcancee contando com o auxílio da equipe diretiva quando as coisas tomam grandes dimensões.Diante disso, há apenas um enfoque: o qual se pode chamar de "apagar incêndios", ou seja,depois que eles se agridem, são chamados, é conversado. Na reincidência, chamam os pais e,em casos mais graves, o Conselho Tutelar.

Para agravar a situação, muitos professores não procuram resolver os problemas deforma harmônica. Há muita falta de tolerância por parte deles o que faz com que os alunosnão tenham prazer nem motivos para virem à escola, pois "para que virem até um lugar ondenão são acolhidos?”.

Há a necessidade de se buscar a estruturação de um trabalho paralelo, consistentee constante, dando ao aluno segurança e confiança no espaço escolar, através de trabalhosque os envolva como gincanas, projetos pedagógicos, diálogo sobre valores, drogas,violência,... As direções das escolas e os professores devem ter como princípio que os alunosparticipem de todos os projetos que chegam à escola e, também criando outros tantosprojetos que atinjam também as famílias, trazendo-as até a escola.

Este é um grande desafio, pois se os professores continuarem tendo pouca tolerânciacom os alunos, visando apenas o conteúdo e pouco se comunicando com eles, nada avançaráem prol da paz. Acredita-se que, tanto os pequenos quanto os maiores, necessitam deatenção e acolhimento. Quando há este distanciamento, todo o processo de ensino-aprendizagem e de convívio social fica comprometido. Os demais funcionários da escolatentam intervir através do diálogo, mas há pouco respeito com eles. Assim se pode verque há boa vontade em intervir em prol de uma Educação para a Paz, mas não tem surtidomuito efeito. Por este motivo, não podemos desistir. Devemos ir em frente buscandotrazer a família - através de projetos - até a escola. Com os alunos, trabalhar valorescomo responsabilidade, cuidado, convivência, respeito, amor e amizade e desenvolver acriatividade.

Diante das referências estudadas e da realidade que presenciamos em nossasparcerias, é de infinita importância e também fundamental trabalhar paralelamente aoutros subtemas, as RELAÇÕES INTERPESSOAIS NA ESCOLA, buscando um convíviomais humano, trazendo prazer ao aluno que frequenta às aulas, resgatando o respeito e ocomprometimento entre professor e aluno por serem fundamentais para a propagação deuma cultura de paz!

Contribuição da aluna Simone da Rosa Pizzio



EDUCAR PARA A PAZ
Educação para a paz se aprende. Neste sentido a formação de professores como educadores para a paz busca construir alicerçados nas teorias estudos, debates, propostas que contribuam com a defesa dos direitos fundamentais do ser humano e na melhoria das relações interpessoais. Para que um educador construa com seus alunos uma cultura de paz é preciso que lance um olhar amplo sobre os problemas sociais e os conflitos que envolvem as famílias. Paz é mais do que a ausência de guerras, implantar a paz é trabalhar a inclusão social, é trabalhar cada parte da célula familiar na prevenção das drogas, do alcoolismo, da intolerância, da miséria, do bullying, da gravidez na adolescência e de forma geral do desrespeito a o ser humano. Assim a construção da paz deve começar na família ter continuidade na escola e se estender por toda a vida, mas, para que isto seja possível é preciso que o ser humano deixe de ser individualista preocupado apenas com seu “eu” deixando de lado quem está a sua volta e que muitas vezes grita por socorro. Com efeito, educar para a paz requer a construção de uma cultura voltada para a generosidade e a solidariedade combatendo o egocentrismo, no fazer algo em detrimento de outros sem esperar ou almejar reconhecimentos heróicos. Portanto construir a paz na família, na escola e na sociedade é um dever de todo o cidadão, e o educador como mediador no processo de construção do conhecimento tem que ter uma postura ativa diante dos desafios que se apresentam transformando o fazer pedagógico num aliado incessante na construção de uma cultura de paz.
Contribuição da aluna Elida Coelho