3 de jun. de 2010

Leitura de Paz


Acho que o professor deve mostrar ao aluno a importância da leitura e da escrita não só para comunicar-se com os colegas e professores, mas para interagir com o mundo lá fora e para desenvolver novos conceitos e valores, assim como a cultura da paz, por exemplo. Uma pena os casos em que apenas o educador assume esse papel de induzir o aluno a desenvolver as habilidades de leitura e escrita, onde a família se exime desta função e os professores de outras disciplinas pensam que isso é uma obrigação somente do professor de Língua Portuguesa. Os livros, textos deveriam fazer parte do cotidiano escolar, melhor ainda se 'os livros' também ensinassem sobre a paz e contribuíssem para que se colocasse um fim a violência nas escolas. Vocês já se deram conta que na escola atual se lê cada vez menos? Lembro de ter lido livros na escola que não consigo nem contar, tantos que foram: Iracema, A Pata da Gazela, Um Certo Capitão Rodrigo, Capitães de Areia...E por aí afora. Uns amei, outros odiei, mas tinha que fazer a tal "ficha de leitura" ou "prova de leitura"...Bom, o fato é que, incentivados (muitos de meus colegas diriam pressionados) pela escola, líamos mais, antigamente. E os livros de hoje são tão bem escritos, coloridos, criativos... Muitos deles ensinando sobre comportamentos, sobre valores.. Mas a leitura por si só, independente do estilo, drama, ficcção, aventura, romance... Já auxilia nosso aluno a ver que um mundo maravilhoso pode ser construído desde que haja amor, respeito e paz.
(Maria Moreira)



Contribuição da aluna Maria Moreira

Verdade

"Tenha o desejo profundo de acabar com a falsidade e a violência. Adote a verdade e a não-violência de não causar tristeza a ninguém. Há tanto poder na verdade. Verdade e não-violência me permite compartilhar poder e amor com todos. Essas são as coisas mais importantes para compartilhar. Não importam as dificuldades, eu deveria ser capaz de sorrir e encontrar solução. Eu deveria remover a palavra difícil do meu dicionário."

Dadi Janki - Org.Brahma Kumaris.




Contribuição da aluna Simone Pizzio

Paciência Tem Recompensa


No parque, uma mulher sentou-se ao lado de um homem.

Ela disse:

Aquele ali é meu filho, o de suéter vermelho deslizando no escorregador.

- Um bonito garoto – respondeu o homem – e completou: – Aquela de vestido branco, pedalando a bicicleta, é minha filha.

Então, olhando o relógio, o homem chamou a sua filha.

- Melissa, o que você acha de irmos?

Mais cinco minutos, pai.. Por favor. Só mais cinco minutos!

O homem concordou e Melissa continuou pedalando sua bicicleta, para alegria de seu coração.

Os minutos se passaram, o pai levantou-se e novamente chamou sua filha:

- Hora de irmos, agora..

Mas, outra vez Melissa pediu:

- Mais cinco minutos, pai. Só mais cinco minutos!

O homem sorriu e disse:

- Está certo!

- O senhor é certamente um pai muito paciente – comentou a mulher ao seu lado.

O homem sorriu e disse:

- O irmão mais velho de Melissa foi morto no ano passado por um motorista bêbado, quando montava sua bicicleta perto daqui. Eu nunca passei muito tempo com meu filho e agora eu daria qualquer coisa por apenas mais cinco minutos com ele.

Eu me prometi não cometer o mesmo erro com Melissa. Ela acha que tem mais cinco minutos para andar de bicicleta. Na verdade, eu é que tenho mais cinco minutos para vê-lá brincar…

Em tudo na vida estabelecemos prioridades.

Quais são as suas?

Contribuição da aluna Simone Pizzio

Ciclo da Violência

Video veiculado na TV Escola e que fala como se dá o ciclo da violência, mostrando que todos só tem a perder quando entram nele. Vamos acabar com a violência. Respeito gera Respeito. Paz na escola e na vida!





Contribuição da aluna Maria Moreira

Ser Professor

Afinal, o que é ser professor?


Para ser professor,
fizeram-me acreditar
que precisaria de muito pouco,
talvez quase nada.
Ser alguém esperto,
ter imaginação,
usar da criatividade,
ler alguns livros,
responder o que for preciso,
saber utilizar a palavra,
ouvir quando necessário,
calar em momentos determinados,
cantar só quando for convidado,
não sorrir de coisas bobas,
chamar a atenção para manter a
disciplina,
cumprir o conteúdo,
planejar o trivial.
Com o passar do tempo,
descobri que fui enganado pelo didático.
Na caminhada da profissão,
tudo o que pensei ter aprendido
não passou de ilusão.
Lidar com gente
não é fácil não.
Além de teorias e métodos revolucionários,
é preciso mais do que saber.
Ensinar não é passar instrução
para a criança aprender.
Professor tem que ser
ator, cantor, mágico,
palhaço, artista, malabarista,
um pouco de mãe
e às vezes ter jeito pai.
Tem que expor emoção,
pôr sentimento no que faz,
mexer com o coração,
ter paciência e compreensão.
Pois ser professor, na verdade,
é ser gente que constrói
não só personalidade.
Contribui na formação do caráter,
guia nos caminhos da aprendizagem,
auxilia na formação do cidadão.
Ser professor
é mais que uma profissão.

Alessandra Regina Braga Veloso

Pedagoga, atuando como
professora de educação
infantil no Distrito Federal.
Fonte: Revista Ser Criança nº 46 - Dez 208

Colaboração da aluna Simone Pizzio