29 de out. de 2011

LIBRAS

Sistema da Língua de Sinais

Rosane Lenzzi

O presente artigo trata da definição de LIBRAS, sendo apresentado como uma língua detentora da Cultura Surda, pois esta é a base para a formação, das pessoas surdas e das pessoas que atuam no contexto educacional. Portanto, a importância da língua de sinais, envolve a comunicação entre pessoas surdas e seu mediador de comunicação.

Palavras-Chave: Língua. Cultura. Tradução.

1. INTRODUÇÃO:

LIBRAS, é uma Língua da Cultura Surda que serve como base no contexto educacional e a identidade da pessoa surda usuária desta língua. Neste sentido, o professor de LIBRAS deva ter o domínio da Língua Portuguesa e da Língua Brasileira de Sinais, bem como, ter conhecimento da cultura ouvinte e da Cultura Surda.

2. DESENVOLVIMENTO

Assim, objetivamos discutir a importância da língua de sinais, LIBRAS refletir sobre as questões culturais que envolvem a comunicação entre pessoas surdas e seu mediador de comunicação. Essa língua é um sistema de signos compartilhado por uma comunidade linguística comum, ou seja, por meio da qual é possível interagir com a pessoa surda no território brasileiro com a LIBRAS, que todos conhecem os sinalizantes-visuais desta língua. A Língua Brasileira de Sinais é uma característica primordial para definir uma Cultura Surda no país, assim, comunidades surdas que tem usuários da LIBRAS, que são pertencentes a Cultura Surda do Brasil e ao povo Surdo brasileiro.

3- CONCLUSÃO

Deste modo, para aprender uma língua, é necessário entender sobre a cultura do povo falante desta língua. No caso do professor de LIBRAS, se faz necessário ter o domínio da Língua Portuguesa e da Língua Brasileira de Sinais, e ter conhecimento da cultura ouvinte e da Cultura Surda.

Referências:

- A criança Surda: Linguagem e Cognição numa perspectiva sócio-interacionista.São Paulo: Plexus, 2001. p. 39.

- Educação de Surdos: a caminho do bilingüismo. Niterói: EduFF, 1999. p. 48.

28 de out. de 2011

EDUCAR PARA A PAZ

Educar para Paz, Porto Alegre, Outubro 2011.

Graziele Lutz Avila

Resumo: Este artigo tem como objetivo trazer alguns desafios que podemos nos submeter a praticar contra a violência, tendo como aliado uma educação de forma que estimule a paz entre os sujeitos. Para abordar esta questão trago a importância de lidarmos com fatos reais como exemplos do dia a dia, e buscarmos conhecer as diferentes opiniões que as pessoas possuem na resolução dos conflitos. Os registros são gerados através de uma análise sobre os conteúdos apresentados aos sujeitos e a pouca prática de culturas de paz.

Palavras- Chave: Educação; conflitos; Paz.

ABSRACT: This article aims to bring some challenges that we submit ourselves to practice violence, as an ally with an education in order to foster peace among them selves. To address this issue bring the importance of dealing with facts as examples of everyday life, and seek to know the different opinions that people have in resolving conflicts. Records are generated through an analysis of the content presented to the subjects and little practice cultures of peace.

INTRODUÇÃO: Neste artigo problematizo a partir de alguns apontamentos que venho percebendo através da violência em nosso cotidiano e que acredito ser importante abordar como método de ensino uma educação que cultiva a paz, onde se educa de tal forma que possam semear a paz entre as pessoas e a resolução de conflitos de forma mais calma sabendo expressar suas idéias e opiniões sem violência.

Educar para paz

Hoje mesmo tendo alguns avanços científicos e tecnológicos, infelizmente nos vivemos com a violência, e guerra seja dentro de casa como nas ruas. Mas nós não podemos acreditar que não existirá futuro sem violência ou que não somos capazes de superar esta guerra ou a angústia coletiva que sentimos por presenciar fatos que nos deixam chocados.

É necessário buscarmos uma solução, para a resolução destes conflitos e violência de forma criativa, positiva e coletiva, todos abraçando a mesma causa. Para isso, entendo que nós mesmos devemos ser olhados numa perspectiva de totalidade, percebendo-se os diversos aspectos, relações e inter-relações presentes e propondo situações que sejam inclusivas. Para as alternativas de resolução de conflitos devemos orientar-nos próprios princípios de cooperação, solidariedade, igualdade e respeito, visando à construção de uma nova ética.

A educação faz-se necessária neste processo, pois possibilita a sensibilização dos educandos para estas questões sociais, ambientais e que possuem total relação à sua realidade local e global, usando a educação em prol desta causa estaremos contribuindo para a expansão de suas percepções e tornando-os conscientes de tais fatos, por que se criam condições para que sejam mais autônomos e criativos com capacidade de gerenciar os conflitos, onde o professor propõe alternativas que incluam essas dimensões, priorizando a vida de todos os sujeitos e a paz entre eles, mostrando seus direitos como humanos e a importância o desenvolvimento sustentável.

Por esta razão é que devemos fazer um trabalho que valoriza a educação para a paz, fazendo uma mudança nos conteúdos e nos métodos de ensino em todo o âmbito educativo, não só na escola, mas para todas as pessoas em seu entorno tendo a coragem de construir um mundo melhor sem violência nas escolas, nas ruas e em casa. Como nos diz a bíblia 1983 (João Paulo II): O diálogo para a paz, um desafio para o nosso tempo.

Acredito numa forma de trabalho horizontal, flexível, participativa e lúdico, que propõe conteúdos a partir de uma experiência vivenciada pelos próprios sujeitos a realidade concreta que todos vivenciaram na própria pele, sentir e usá-la como uma experiência pessoal e próxima, para desde aí com fatos reais aprofundar-se nela e analisar de forma significativa estas experiências tirando conhecimento e aprendizado de tudo isso.

O primeiro grande passo e desafio é buscar uma comunicação mais efetiva. Aprendendo a se comunicar com as pessoas utilizando os diferentes meios que se tem e reconhecer os meios que as outras pessoas têm, ou seja, aprender tanto a passar uma mensagem, como recebê-la num processo ativo e enriquecedor para todos, tudo isso utilizado na tomada de decisões de forma transparente e clara, usando como mecanismo o consenso da verdade.

O segundo desafio e o interminável degrau na nossa escada que propomos para subir em educar para paz é aprender a resolução de conflitos. Começar com os exemplos reais para que possa aprender a interiorizar valores de distanciamento e claro muita calma nos conflitos. Aprender a analisar os conflitos de forma a vê-los com o maior número possível de pontos de vista diferentes, estimulando a nossa imaginação em busca de soluções construtivas e não-violentas. Não para ficarmos só neste desafio,mas pouco a pouco vamos entrando nos nossos conflitos e naqueles que nos rodeiam de forma mais centrada, e deixando a ira de lado, praticando a calma. Não se trata de criar um mundo distante da realidade, e sim aproximá-lo com este. Trata-se também de aprender a enfrentar os conflitos cotidianos de forma que eles se tornem um trampolim de transformação social, de compromisso.

Precisamos trabalhar para encontrar uma coerência e um caminho entre nosso trabalho pessoal e a mudança social desde os conteúdos da escola. Pois é assim é que trabalharemos a proposta de educar para a paz.

REFERÊNCIAS:

SITE: http://www.faac.unesp.br/pesquisa/tolerancia/texto_educacao_borin.htm (visitado em 21 de outubro 2011).

SITE: http://www.abec.ch/Portugues/subsidios-educadores/artigos/categorias/educacao-paz.htm (visitado em 21 de Outubro 2011).